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Paulo Sergio Moraes Rego Reis, conhecido como Paulo Reis, nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 29 de agosto de 1952. Filho de Sergio Moraes Rego Reis, oficial do exército, e de Marina da Glória Rego Reis, secretária. Vascaíno de coração. Estreou no palco aos doze anos de idade, como o fantasma do pai de Hamlet numa montagem escolar nos Estados Unidos, país onde residiu dos doze aos quinze anos de idade. Em 1972 tornou-se aluno de Maria Clara Machado no Teatro Tablado, no Rio de Janeiro, tendo como colegas Louise Cardoso, Sura Berditchevsky e Bernardo Jablonski, entre outros.

No ano seguinte escreveu, dirigiu e interpretou uma adaptação de Metamorfose, de Franz Kafka, com Guida Vianna e Gilda Guillon no elenco.
Depois disso foi ator e assistente de direção em diversas outras montagens tabladianas. Em 1977 escreveu e dirigiu O dia de São Vatapá, fundando com Rosane Gofman o Grêmio Dramático-Recreativo Unidos da Ribalta, um dos primeiros grupos teatrais cariocas a atuar em favelas.
Já no ano seguinte atuou em As quatro patas do poder, uma adaptação de Animal Farm, de George Orwell, feita por Clóvis Levy.
De 1979 a 1984 dirigiu o Pessoal do Despertar, grupo de atores iniciantes com Maria Padilha, Miguel Falabella, Daniel Dantas, Zezé Polessa, Eduardo Lago e Fabio Junqueira, entre outros que marcou o panorama teatral carioca com montagens inovadoras de clássicos como O despertar da primavera, de Frank Wedekind (sendo indicado ao Troféu Mambembe como revelação de diretor), Happy End, de Brecht e Weill (sendo indicado ao Troféu Mambembe como melhor diretor), A tempestade, de William Shakespeare (que ganhou o Troféu Mambembe de melhor direção, melhor cenografia e melhor espetáculo do ano), e O Círculo de Giz Caucasiano, de Bertolt Brecht.

Em 1981 interpretou Teteriev em Pequenos Burgueses, de Maximo Gorki, dirigido por Jonas Bloch, e no ano seguinte formou a Marxmellow Internacional Troupe, uma turma de alunos que incluía Patrícia Pillar, Claudio Torres Gonzaga, Cândido Damm e Luciana Braga, montando Os banhos, de Vladimir Maiakovski. Convidado pelo British Council, foi diretor-assistente de Ron Daniels em Julius Caesar, grande montagem da Royal Shakespeare Company em Londres e Stratford-upon-Avon. Um ano depois assumiu a direção artística do Teatro Villa-Lobos, montando Lorenzzaccio, de Alfred de Musset, com Denise Dummont, Ernesto Piccollo, Betty Gofman, Carlos Gregorio e Ricardo Kosovski.

Em 1984 estreou na televisão, fazendo assistência de direção de Ary Coslov em Tudo em Cima, minissérie de Bráulio Pedroso e Geraldo Carneiro na TV Manchete. No ano seguinte dirigiu Batalha de arroz num ringue para dois, comédia teatral de Mauro Rasi com Bia Nunnes. Na televisão passou a co-diretor, assinando vinte episódios do seriado Tamanho Família, com Suely Franco, Diogo Vilela, Stella Freitas, Nildo Parente e Caio Junqueira.
Entre 1986 e 1987 administrou o Circo Delírio, na Gávea, dirigindo O senhor Puntila e seu criado Matti, de Bertolt Brecht, com Tonico Pereira, Dora Pellegrino, Anselmo Vasconcelos e Drica Moraes. Lá também formou uma turma de alunos que incluía Christianne Jatahy, Jackie Sperandío, Ronaldo Tasso e Rafaela Amado, montando Bailei na curva, de Julio Conti.


Nesse mesmo período atuou em Sonho de valsa, filme de Ana Carolina com Xuxa Lopes e Ney Matogrosso. Também estreou como ator na televisão protagonizando O grande prêmio, teletema de Alfredo Sirkis dirigido por Ignácio Coqueiro, com Carla Camurati e Rubens Corrêa.
Em 1988 tornou-se conhecido do grande público brasileiro interpretando o fotógrafo Olavo Jardim, em Vale Tudo, de Gilberto Braga (ganhando o prêmio da APCA como revelação de ator).
No ano seguinte interpretou o arquivilão Rattan em A princesa Xuxa e os Trapalhões, longa-metragem de grande sucesso dirigido por José Alvarenga.

Entre 1990 e 1993 fez as novelas Rainha da sucata de Silvio de Abreu, Lua cheia de amor de Anamaria Moretzsohn, e A idade da Loba, além das minisséries Kananga do Japão, Aeiourca de Doc Comparato, Sex-Appeal de Antonio Calmon, e Contos de verão de Domingos Oliveira.
Em 1994 dirigiu uma grande montagem de Julio César, de William Shakespeare, no Teatro Carlos Gomes do Rio de Janeiro, com vinte e oito atores no elenco, entre eles Carlos Eduardo Dolabela, Hérson Capri, Daniela Escobar, Ricardo Petraglia e Rômulo Arantes. No cinema também atuou em Leila Diniz de Luis Carlos Lacerda, Stelinha de Miguel Faria, The story of O de Eric Rochat, Buena sorte de Tania Lamarca, For all de Luis Carlos Lacerda, Mauá - o imperador e o rei de Sergio Rezende, Kidnap in Rio de Jörg Grünler, e Power Play de Joe Zito.

Desde 1995 trabalha para grandes editoras cariocas como Rocco, Record, Ediouro, Objetiva e Sextante, traduzindo mais de quarenta romances de autores como Tom Wolfe, Gore Vidal, Nick Hornby, Michael Chrichton, David Mamet, Quentin Tarantino, Ian McEwan, Michael Connelly, Chuck Palahniuk e Anthony Burgess.
Entre 1996 e 1999 atuou nas novelas Pátria minha, Força de um desejo e Corpo dourado, além das minisséries Anos Rebeldes e Labirinto, quase vinte episódios do programa Você decide, inúmeras participações em Os Trapalhões, A justiceira, Zorra total, A turma do Didi, Malhação, Carga pesada, e outras novelas.

Já em 2001 traduziu e dirigiu Sonho de uma noite de verão, de William Shakespeare, com Isadora Ribeiro como Titânia e o poeta Mano Melo como Puck. O espetáculo estreou no Teatro Ziembinski, em 2002 passou para o Teatro Gláucio Gil, e em 2003 teve imenso êxito de público no circuito das Lonas Culturais.
De janeiro a março de 2004 idealizou e coordenou com Marta Paret o Festival Porto dos Palcos, um mega-evento teatral que atraiu quase 20.000 espectadores para 4 teatros em forma de navios montados no interior de um antigo armazém portuário carioca. Depois disso escreveu o roteiro de Anita Garibaldi - guerreira da liberdade, longa-metragem internacional produzido por Vitor Lustosa e Jessel Buss.

Entre os textos teatrais que já traduziu encontram-se Peter Pan, de J. M. Barrie, Tovarich, de Jacques Deval, La Dispute, de Marivaux, Menopause, de Jeanie Linders, e Um marido ideal, de Oscar Wilde.
Em 2005 interpretou o personagem Raul na novela Floribella, da Rede Bandeirantes. Além disso, adaptou e produziu Crimes do coração, de Beth Henley, com Marcia Cabrita, e dirigiu A busca por sinais de vida inteligente no universo, de Jane Wagner, com Lucélia Santos. Outros atores de expressão no cenário teatral brasileiro que já dirigiu são Andréa Beltrão, Antonio Grassi, Clarice Niskier, Ariel Coelho, Nina de Pádua e Solange Badin, em textos como Quatro num quarto, de Valentin Kataiev, ou Batom e páraquedas, de William Mastrosimone


Em 2006 fez uma participação especial no filme Polaróides urbanas, atuou na novela Cristal do SBT, e estreou como autor teatral com a comédia romântica O fio da meada. Depois fez participações nas novelas Cobras & Lagartos e O profeta. Em 2007, dirigido por Fabio Barreto, interpretou o personagem Paulo Monteiro no seriado Donas-de-Casa Desesperadas, produzido pela Rede-TV e a Disney em Buenos Aires, com Sonia Braga, Iran Malfitano, Tereza Seiblitz, Andre Dimauro e Vera Gimenez no elenco.

Em 2008 escreveu Themerrygoround, longa-metragem em inglês atualmente em pré-produção. Na Rede Record viveu o Comandante Kidor em Os Mutantes, de Tiago Santiago, com direção de Alexandre Avancini, e na Rede-TV apresentou o seriado Dallas, sob a direção de Fabio Martinho.
Em 2009 adaptou e dirigiu no Teatro Café Pequeno Qüiproquós, comédia musical baseada em esquetes de Arthur Schnitzler com canções de Chiquinha Gonzaga, interpretada por Rafa de Martins, Beto Vandesteen, Patricia Levy. Maria Julia Garcia e Giordanna Forte. Além disso, atuou em Rio!, piloto de um seriado internacional escrito e dirigido por Scott Steindorff.

Em 2010 venceu o edital de residência artística do Teatro Municipal Café Pequeno, no Leblon, tornando-se seu diretor por dois anos. Implantou o regime de duas sessões diárias, com grande variedade de espetáculos em cartaz, e iniciou o processo de formação de um novo grupo teatral na cidade. Também protagonizou Senhores de engenho, episódio de um seriado intitulado Histórias do Brasil e dirigido por Artur Fontes para a Rede Brasil

No verão de 2011 lançou a primeira edição do Projeto ShakesParque, evento anual de entrada franca sediado no Parque Lage, com treze atores, cinco músicos, seis saltimbancos, e dezenas de técnicos como participantes, atingindo um imenso sucesso de público. Atuou em Preamar, seriado da Pindorama Produções para o HBO escrito por Patricia Andrade e dirigido por Estêvão Ciavatta. E encenou no Café Pequeno, como idealizador, ator, diretor e produtor, Cabaré Lebrão, de Rodrigo Murat.

Em 2012 interpretou o delegado Salgado em Mandrake, telefilme de José Henrique Fonseca para a Goritzia Filmes. No início de 2013 participou como Giocondo de Guerra dos Sexos, novela de Silvio de Abreu dirigida por Jorge Fernando na Rede Globo. Logo depois interpretou o Doutor Seixas em Ninguém ama ninguém por mais de dois anos, filme de Clóvis Mello.

Em 2014 fez o militar Giancarlo em Pecado Mortal, novela de Carlos Lombardi com direção de Alexandre Avancini na Rede Record, o advogado Doutor Fabiano em Questão de Família, seriado de Sergio Rezende no GNT, o servo Severo em um dos episódios do seriado Milagres de Jesus na Rede Record, e o magnata de aviação Ericson Amaral na reta final de Em Família, novela de Manoel Carlos na Rede Globo. Em 2015 assumiu o papel de Eldade em Os Dez Mandamentos, novela de enorme sucesso escrita por Vivian de Oliveira e dirigida por Alexandre Avancini na Rede Record, um trabalho que se estendeu até o meio de 2016.

Em 2016 também deu vida ao Desembargador Silveira de Em Nome da Lei, longa-metragem de Sergio Rezende. Em 2017 na Rede Record, interpretou o astucioso Biniek , na novela medieval Belaventura, de Gustavo Reiz com direção de Ivan Zettel. No mesmo ano para o GNT, fez a série Lúcia MacCartney de José Henrique Fonseca, e para a Tv Brasil e Universal Channel, fez a 2ª temporada de Natália produção Academia de Filmes. No cinema, filmou O Paciente do cineasta Sergio Rezende, e A Divisão (longa e série para o canal Multishow) com direção de Vicente Amorim e produção da Afroreggae Audiovisual. Atualmente está filmando Macabro, um thriller policial de Marcos Prado. Paulo Reis criou o seriado cômico Emergência, autoria sua de Saulo Sisnando, e prepara a produção de A Ciranda, sua primeira minissérie.